Apesar do trabalho de um gari não ser tão reconhecido por todos, não podemos deixar de considerá-lo importante. O serviço dos garis é justamente fazer o que muitos não querem que é preservar o Meio Ambiente. E é deste modo que eles conseguem o próprio sustento, e se conscientização dessa importância.
A profissão de gari ainda é muito ignorada, no entanto, são justamente eles que, além de manterem a cidade limpa, fazem do próprio trabalho uma atividade indispensável ao ambiente. “O que me faz trabalhar como gari é a necessidade, porque emprego está difícil, mas somos descriminados, pois as pessoas pensam que não sabemos ler, no entanto, tem várias pessoas aqui que estão formadas”, disse José Carlos Vieira, gari há cinco anos, 33 anos.
Para José Vieira que já trabalhou antes como cobrador de ônibus e de ajudante de carpinteiro, o dia- a- dia de um gari é muito variável, os moradores cobram muito, e não são bem remunerados na profissão. “Eles pagam certo, mas existe uma outra empresa que os trabalhadores são bem mais remunerados”. A limpeza das ruas é dividida em três setores: capinagem, coleta (pé de caixa), e varrição. O outro gari Roberto Pereira já trabalha há oito anos na coleta ou pé de caixa como é conhecido por limpar caixas de lixo. “Eu tenho que retirar todo o lixo que fica fora da caixa, e aproveito e já faço a separação dos materiais recicláveis”.
Estes dois garis são da empresa Veja Engenharia Ambiental, trabalham mais de oito horas por dia no bairro de Mussurunga I, sendo que enquanto um varre algum local do bairro o outro cuida das duas principais caixas. Para eles existem épocas do ano que o serviço é mais puxado. “Geralmente trabalhamos mais em datas comemorativas, final de ano, e em eleição, pois temos que cuidar antes de começar tudo, e depois também para manter tudo limpo”, explicou Roberto Pereira.
Para os profissionais têm algo na área que os agrada muito que é ter o contato com os moradores e a amizade que surge. “O melhor de tudo é a amizade, pois passamos mais tempo aqui do que com a nossa família, então fazemos parte da comunidade”, concluiu Roberto Pereira. E em relação ao meio ambiente a intenção é a melhor possível. “Nós fazemos a preservação e a recuperação do meio ambiente. Se tiver mato tiramos e daqui a dois ou três dias o carro vem recolher para jogar no aterro sanitário de Canabrava. Mas a humanidade deve se conscientizar mais, pois, já fazemos a nossa parte”, disse José Vieira.
Para iniciar a profissão de um gari ocorre uma preparação na própria empresa, é o que nos explica Tadeu Coqueiro da Veja: “O novato vai para rua com dois rapazes para observar, além de 90 dias em experiência, porque não vão á toa. E tem também um vídeo que passamos para saírem preparados”.
